<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?><rss version="2.0"><channel><title>2019</title><link>https://premiodomluis.es.gov.br:443/ano-da-premiacao/2019</link><description>2019</description><item><title>Associação Costumes Artes</title><link>https://premiodomluis.es.gov.br:443/associacao-costumes-artes-banco-sol</link><description>&lt;p&gt;&lt;img src="https://premiodomluis.es.gov.br/Media/premiodomluis/Premiados/2019/Associa%C3%A7%C3%A3o%20Costumes%20Artes%201.jpg" alt="" style="float: none; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" width="720" height="540" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Costumes Artes foi criada em 2005 por artes&amp;atilde;s vindas da Pastoral da Crian&amp;ccedil;a do munic&amp;iacute;pio de Cariacica, da A&amp;ccedil;&amp;atilde;o Comunit&amp;aacute;ria do Esp&amp;iacute;rito Santo (ACES) e da Ciranda Capixaba/Petrobr&amp;aacute;s, que, desde ent&amp;atilde;o, v&amp;ecirc;m realizando projetos e trabalhos voltados para inclus&amp;atilde;o social e economia local solid&amp;aacute;ria. A institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o busca, em primeiro lugar, possibilitar o aumento da renda, o resgate da autoestima e a melhora da qualidade de vida de jovens e adultos da regi&amp;atilde;o &amp;ndash; ou Territ&amp;oacute;rio Sol, como chamam &amp;ndash; por meio do desenvolvimento sustent&amp;aacute;vel.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A sede da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi constru&amp;iacute;da atrav&amp;eacute;s de recursos vindos da Funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o Banco do Brasil, com tijolos ecol&amp;oacute;gicos produzidos por trabalhadores da economia solid&amp;aacute;ria que integram o projeto Bem Morar, da ONG Ateli&amp;ecirc; de Ideias. Conhecida como Casa Sol, &amp;eacute; l&amp;aacute; onde acontece a maioria das a&amp;ccedil;&amp;otilde;es desenvolvidas pela Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sendo tamb&amp;eacute;m a sede do Banco Sol, do Telecentro Comunit&amp;aacute;rio, da Brinquedoteca, da Escola de Economia Solid&amp;aacute;ria, do Bazar e do Grupo Produtivo Costumes Artes.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Dentro da Casa Sol &amp;eacute; desenvolvido o projeto &amp;ldquo;Mulheres do Sol&amp;rdquo;, que busca oferecer condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de emancipa&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional e social para mulheres que queiram buscar gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de renda atrav&amp;eacute;s de cursos profissionalizantes e recoloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o no mercado de trabalho.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Uma iniciativa de grande destaque da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Costumes Artes &amp;eacute; o Banco Sol, que desde 2008 promove desenvolvimento econ&amp;ocirc;mico com a circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de sua pr&amp;oacute;pria moeda. O Girassol, como &amp;eacute; chamada, &amp;eacute; aceita em diversos estabelecimentos, tornando a economia local cada vez mais s&amp;oacute;lida, beneficiando tanto os comerciantes, quanto os moradores locais que podem, at&amp;eacute; mesmo, realizar empr&amp;eacute;stimos para reformas das moradias ou abrir seu pr&amp;oacute;prio neg&amp;oacute;cio.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Entre os trabalhos realizados para (e pela) popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Territ&amp;oacute;rio do Sol, tamb&amp;eacute;m est&amp;aacute; a &amp;ldquo;Cl&amp;iacute;nica Social de psican&amp;aacute;lise&amp;rdquo;, que atrav&amp;eacute;s da parceria firmada com o Sindicato dos Psicanalistas do Esp&amp;iacute;rito Santo, oferece atendimento aos moradores, tanto na Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, quanto em um consult&amp;oacute;rio localizado na regi&amp;atilde;o metropolitana de Vit&amp;oacute;ria.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O &amp;ldquo;Cadeia Produtiva da Bananeira&amp;rdquo; &amp;eacute; mais uma iniciativa da Costumes Artes. Sendo Cariacica uma das regi&amp;otilde;es onde mais se produz banana org&amp;acirc;nica no Brasil, o projeto visa utilizar este recurso natural para a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o e comercializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de artesanatos. A Casa Sol recebe as artes&amp;atilde;s que, por meio da confec&amp;ccedil;&amp;atilde;o de papel reciclado, lembran&amp;ccedil;as ecol&amp;oacute;gicas, cestas, vasos e caixas, recebem uma renda extra.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Al&amp;eacute;m disso, a Casa tamb&amp;eacute;m sedia o F&amp;oacute;rum de Desenvolvimento Comunit&amp;aacute;rio, um espa&amp;ccedil;o destinado para a discuss&amp;atilde;o coletiva a respeito de assuntos que tenham rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o desenvolvimento sustent&amp;aacute;vel do chamado Territ&amp;oacute;rio do Sol. Seja sobre institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es p&amp;uacute;blicas ou privadas, o debate &amp;eacute; sempre aberto &amp;agrave; popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o local.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 25 Jun 2019 20:19:19 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://premiodomluis.es.gov.br:443/associacao-costumes-artes-banco-sol</guid></item><item><title>Federação das Associações Pestalozzi do Estado do Espírito Santo - FEPESTALOZZI-ES</title><link>https://premiodomluis.es.gov.br:443/federacao-das-associacoes-pestalozzi-do-estado-do-espirito-santo-fepestalozzi-es</link><description>&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="https://premiodomluis.es.gov.br/Media/premiodomluis/Premiados/2019/Fepestalozzi_1.jpeg" alt="" width="810" height="540" style="float: none;" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A Rede Pestalozzi, inspirada no trabalho do pedagogo su&amp;iacute;&amp;ccedil;o Johann Heinrich Pestalozzi (1746-1827), surgiu em 1926, a partir da funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o do primeiro Instituto no Rio Grande do Sul. At&amp;eacute; que, em 1970, surgiu a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional das Sociedades Pestalozzi (Fenasp), quando, no Brasil, j&amp;aacute; havia oito unidades. A cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Fenasp fomentou o surgimento de v&amp;aacute;rias outras Sociedades pelo pa&amp;iacute;s, todas atuando na defesa e garantia dos direitos e cidadania das pessoas com defici&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;As Associa&amp;ccedil;&amp;otilde;es Pestalozzi s&amp;atilde;o institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es filantr&amp;oacute;picas, gratuitas e sem fins lucrativos que visam, principalmente, a assist&amp;ecirc;ncia e inclus&amp;atilde;o social e a defesa e garantia dos direitos humanos da Pessoa com Defici&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;No Estado do Esp&amp;iacute;rito Santo, no intuito de subsidiar essas associa&amp;ccedil;&amp;otilde;es no que diz respeito &amp;agrave; regulariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de documenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, formaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e assessoramento, foi criada, em 10 de junho de 2002, a FEAPES, atualmente registrada como Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Associa&amp;ccedil;&amp;otilde;es Pestalozzi do Estado do Esp&amp;iacute;rito Santo (FEPESTALOZZI-ES).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Com sede e f&amp;oacute;rum na capital do Esp&amp;iacute;rito Santo, na rua Pedro Pal&amp;aacute;cios, n&amp;ordm; 104, Edif&amp;iacute;cio Heitor Luggon, sala 302, Centro-Vit&amp;oacute;ria, a FEPESTALOZZI-ES representa as 35 Associa&amp;ccedil;&amp;otilde;es Pestalozzi espalhadas em todo o territ&amp;oacute;rio estadual e atendem aproximadamente a cinco mil pessoas com defici&amp;ecirc;ncia, visando garantir a qualidade de vida destas pessoas, atrav&amp;eacute;s de articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de a&amp;ccedil;&amp;otilde;es em defesa dos direitos e da constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o da sua cidadania, atuando de forma que as afiliadas desempenhem papel de agentes inovadores junto aos segmentos da comunidade, planejando e implantando a&amp;ccedil;&amp;otilde;es integradas com as necessidades destas comunidades, al&amp;eacute;m de solicitar junto aos &amp;oacute;rg&amp;atilde;os federais, estaduais, e municipais e a iniciativa privada, apoio t&amp;eacute;cnico e financeiro.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A FEPESTALOZZI, com envolvimento das fam&amp;iacute;lias e a capacita&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos profissionais que atuam na Rede Pestalozziana, busca a excel&amp;ecirc;ncia dos programas e servi&amp;ccedil;os. Como &amp;oacute;rg&amp;atilde;o representativo, tamb&amp;eacute;m atua junto aos segmentos estaduais que tratam de pol&amp;iacute;ticas voltadas &amp;agrave;s pessoas com defici&amp;ecirc;ncia, transtornos globais do desenvolvimento, do espectro autista e altas habilidades. Como &amp;oacute;rg&amp;atilde;o articulador, fomentador, orientador e implantador de a&amp;ccedil;&amp;otilde;es das afiliadas, visando &amp;agrave; constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma sociedade inclusiva, baseada no princ&amp;iacute;pio da igualdade e no direito pleno que tem as pessoas com defici&amp;ecirc;ncia, no exerc&amp;iacute;cio de sua cidadania.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;As Pestalozzi, em parceria com o Governo Estadual, atrav&amp;eacute;s da Secretaria Estadual de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, presta servi&amp;ccedil;o de Atendimento Educacional especializado em 19 centros educacionais nas institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es, possibilitando, assim, a inclus&amp;atilde;o, a autonomia e o exerc&amp;iacute;cio pleno da cidadania, favorecendo ao aluno, a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de seu desenvolvimento intelectual, respeitando sua especificidade, e oportunizando, neste sentido, a inser&amp;ccedil;&amp;atilde;o no mercado de trabalho.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A FEPESTALOZZI-ES tamb&amp;eacute;m estimula, apoia e promove o desenvolvimento das afiliadas, exigindo a observ&amp;acirc;ncia de elevados padr&amp;otilde;es de &amp;eacute;tica. Oferece assessoramento t&amp;eacute;cnico e cient&amp;iacute;fico necess&amp;aacute;rio &amp;agrave; elabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de projetos, programas, plano, bem como permanente forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o e capacita&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos profissionais e volunt&amp;aacute;rios que atuam nas afiliadas. Promovendo e articulando servi&amp;ccedil;os, programas e projetos de preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o, educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sa&amp;uacute;de, trabalho, assist&amp;ecirc;ncia social, cultura, esporte e lazer, visando a inclus&amp;atilde;o das pessoas com defici&amp;ecirc;ncias e melhorando sua qualidade de vida.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 25 Jun 2019 20:18:40 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://premiodomluis.es.gov.br:443/federacao-das-associacoes-pestalozzi-do-estado-do-espirito-santo-fepestalozzi-es</guid></item><item><title>Comunidade Quilombola Monte Alegre</title><link>https://premiodomluis.es.gov.br:443/comunidade-quilombola-monte-alegre</link><description>&lt;p&gt;&lt;img src="https://premiodomluis.es.gov.br/Media/premiodomluis/Premiados/2019/60232309_2378165265753397_581801763179331584_o.jpg" alt="" width="810" height="540" style="float: none; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A comunidade quilombola Monte Alegre, localizada no interior do munic&amp;iacute;pio de Cachoeiro de Itapemirim, surgiu na segunda metade do s&amp;eacute;culo XIX, com o agrupamento de negros supostamente provenientes de Angola, na &amp;Aacute;frica. Estes negros foram escravizados em fazendas da regi&amp;atilde;o, como Boa Esperan&amp;ccedil;a, Barra do Mutum, S&amp;atilde;o Jo&amp;atilde;o da Mata e Monte Alegre.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ao alcan&amp;ccedil;arem a liberdade por for&amp;ccedil;a da "Lei &amp;Aacute;urea", em 13 de maio de 1888, remanescentes desses negros adquiriram pequenas glebas da Fazenda Monte Alegre e assim fundaram o local que anos mais tarde passaria a ser denominada Comunidade Quilombola de Monte Alegre. As primeiras fam&amp;iacute;lias a adquirirem terras foram Veridiano, Ventura e Oliveira, atrav&amp;eacute;s de seus patriarcas Leonardo Veridiano da Silva, Marcelino Ventura, Jos&amp;eacute; Ventura e Manoel Sabino de Oliveira.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Atualmente, a comunidade possui cerca de 700 quilombolas e os sobrenomes que prevalecem ainda s&amp;atilde;o Veridiano, Ventura e Ad&amp;atilde;o. A popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o local busca o seu desenvolvimento atrav&amp;eacute;s do ecoturismo, do turismo &amp;eacute;tnico e da participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em projetos de inclus&amp;atilde;o social e gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de renda, mas a principal renda da comunidade ainda &amp;eacute; extra&amp;iacute;da de servi&amp;ccedil;os prestados a produtores rurais ligados ao cultivo de caf&amp;eacute;, da pecu&amp;aacute;ria de gado leiteiro e de corte.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Monte Alegre &amp;eacute; bastante conhecida pela cultura que carrega e pela promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos elementos que fazem parte dela desde os seus prim&amp;oacute;rdios. Entre eles, o Caxambu, uma dan&amp;ccedil;a popular de origem afro-brasileira praticada em Monte Alegre desde a sua funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A dan&amp;ccedil;a &amp;eacute; embalada pelo jongo (versos cantados) e acompanhada por fortes batidas dos tambores at&amp;eacute; a madrugada, como uma maneira de expressar sentimentos, mesmo ap&amp;oacute;s um longo dia de trabalho.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Para a perpetua&amp;ccedil;&amp;atilde;o do caxambu na comunidade, existem dois grupos desta tradicional dan&amp;ccedil;a que se apresentam em datas comemorativas e para visitantes. Um deles &amp;eacute; composto por adultos e liderado por Maria Laurinda Ad&amp;atilde;o e o outro &amp;eacute; formado por crian&amp;ccedil;as e coordenado pelo Grupo de Ecoturismo e Meio Ambiente Bicho do Mato.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A Comunidade Quilombola de Monte Alegre tamb&amp;eacute;m realiza, em todo 13 de maio, a tradicional festa &amp;ldquo;Raiar da Liberdade&amp;rdquo;. O evento tem &amp;agrave; frente a mestra de caxambu Maria Laurinda Ad&amp;atilde;o &amp;ndash; uma l&amp;iacute;der quilombola engajada com projetos sociais e militante em v&amp;aacute;rios movimentos sociais. Aos 73 anos, Laurinda &amp;eacute; considerada uma das mulheres vivas mais importantes para preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o das ra&amp;iacute;zes e tradi&amp;ccedil;&amp;otilde;es do povo afrobrasileiro, percorrendo o Brasil e o mundo difundindo a cultura que aprendeu na comunidade de Monte Alegre.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Devido a pouca literatura dispon&amp;iacute;vel sobre as comunidades quilombolas brasileiras, a Hist&amp;oacute;ria Oral &amp;eacute; um dos pontos fortes para a perpetua&amp;ccedil;&amp;atilde;o da cultura de Monte Alegre, pois &amp;eacute; atrav&amp;eacute;s dela que novas gera&amp;ccedil;&amp;otilde;es se conectam com seus ancestrais, tendo acesso a todo conhecimento desenvolvido ao longo de anos. O &lt;em&gt;Pau da Mentira,&lt;/em&gt; como ficou conhecida uma comprida tora de madeira onde aconteciam as reuni&amp;otilde;es informais dos homens da regi&amp;atilde;o para a conta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de &lt;em&gt;causos&lt;/em&gt;, teve uma importante colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o para que esses conhecimentos chegassem aos dias atuais. Nos dias de hoje, os l&amp;iacute;deres procuram resgatar, registrar e guardar todo o material dispon&amp;iacute;vel sobre a sua hist&amp;oacute;ria antiga e atual, incluindo fotografias, jornais, revistas, artigos cient&amp;iacute;ficos e document&amp;aacute;rios.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O Ecoturismo tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; uma das potencialidades de Monte Alegre. A Comunidade participa de um projeto do Governo Federal denominado &amp;ldquo;Projeto Ecol&amp;oacute;gico do Corredor Central da Mata Atl&amp;acirc;ntica&amp;rdquo;, desenvolvido em &amp;aacute;reas p&amp;uacute;blicas ou privadas atrav&amp;eacute;s do plantio de mudas de esp&amp;eacute;cies arb&amp;oacute;reas nativas, visando &amp;agrave; recomposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Mata Atl&amp;acirc;ntica. O Corredor Ecol&amp;oacute;gico tamb&amp;eacute;m possibilita a visita de grupos para atividades de ecoturismo, educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ambiental e pesquisa cient&amp;iacute;fica.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Situada em zona rural, a 37 quil&amp;ocirc;metros do centro do munic&amp;iacute;pio de Cachoeiro de Itapemirim, Monte Alegre conta ainda com trilhas ecol&amp;oacute;gicas e onde facilmente podem ser observadas diversas esp&amp;eacute;cies de aves, borboletas, flores silvestres, plantas com propriedades medicinais, entre outros atrativos ecol&amp;oacute;gicos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A culin&amp;aacute;ria local, tamb&amp;eacute;m baseada na cultura afro-brasileira, tem como pratos principais o angu de banana verde e a feijoada &amp;ndash; inicialmente criados de improviso devido &amp;agrave;s dificuldades econ&amp;ocirc;micas e como alternativa de ter alimentos nutritivos &amp;agrave; mesa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 25 Jun 2019 20:18:11 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://premiodomluis.es.gov.br:443/comunidade-quilombola-monte-alegre</guid></item><item><title>Ricardo Sardi</title><link>https://premiodomluis.es.gov.br:443/ricardo-sardi</link><description>&lt;p&gt;&lt;img src="https://premiodomluis.es.gov.br/Media/premiodomluis/Premiados/2019/Ricardo%20Sardi%208.jpg" alt="" width="360" height="540" style="float: none; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Com grande parte de sua vida dedicada ao reflorestamento, Ricardo Sardi nasceu na cidade de Alfredo Chaves, no Esp&amp;iacute;rito Santo, no dia 26 de janeiro de 1937. Filho do agricultor Luis Sardi e Ambrozina de Sousa Sardi, aprendeu desde pequeno a import&amp;acirc;ncia da conserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o do meio ambiente. Ele n&amp;atilde;o herdou somente a terra de seus pais, mas tamb&amp;eacute;m o desejo de preservar aquilo que tinha em m&amp;atilde;os.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Muito curioso com rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; natureza e amante de tudo que ela oferece, come&amp;ccedil;ou sua jornada no replantio&amp;nbsp;na d&amp;eacute;cada de 70. O Brasil vivia o &amp;ldquo;milagre econ&amp;ocirc;mico&amp;rdquo;, o que fez com que muitos agricultores deixassem o interior e migrassem para a cidade. O &amp;ecirc;xodo rural gerou muitas terras para venda, principalmente para o plantio de eucalipto. Mesmo com diversas propostas, e um cen&amp;aacute;rio prop&amp;iacute;cio, Ricardo decidiu que iria fazer diferente: come&amp;ccedil;ou a plantar numa &amp;eacute;poca em que a moda era &amp;ldquo;ir para a cidade grande&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A persist&amp;ecirc;ncia em preservar e cultivar a mata nativa da regi&amp;atilde;o j&amp;aacute; lhe deu preju&amp;iacute;zo material: j&amp;aacute; teve parte de sua propriedade e alguns bens incendiados como forma de amea&amp;ccedil;a. Mas a persegui&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a coa&amp;ccedil;&amp;atilde;o devido ao trabalho ambiental desenvolvido nunca intimidaram ou fizeram com que Ricardo deixasse de acreditar na import&amp;acirc;ncia da prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o do que temos de mais importante: a natureza.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Atualmente, o agricultor, j&amp;aacute; aposentado, possui uma propriedade de cerca de 100 hectares na localidade de Quinto Territ&amp;oacute;rio, no interior de Alfredo Chaves, sendo que 70% dela &amp;eacute; formada por florestas nativas e uma variedade de animais e madeiras nobres, como jequitib&amp;aacute;, jatob&amp;aacute;, ip&amp;ecirc;-roxo e casca doce. O lugar tamb&amp;eacute;m abriga mais de 40 nascentes, cinco cachoeiras e uma diversidade de aves, mam&amp;iacute;feros e outros animais pertencentes a florestas nativas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O apoio recebido do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assist&amp;ecirc;ncia T&amp;eacute;cnica e Extens&amp;atilde;o Rural (Incaper) com mudas de plantas nativas contribui para o reflorestamento,&amp;nbsp; refor&amp;ccedil;ando o trabalho desenvolvido desde a d&amp;eacute;cada de 70 e que hoje j&amp;aacute; conta com mais de cinco mil p&amp;eacute;s. Ricardo tamb&amp;eacute;m recebe o apoio do Programa Reflorestar, uma iniciativa do Governo do Estado do Esp&amp;iacute;rito Santo, para recuperar nascentes, al&amp;eacute;m de manter e ampliar a cobertura florestal.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mesmo com a limita&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos estudos e da idade, o conhecimento adquirido atrav&amp;eacute;s do seu pai, o conv&amp;iacute;vio com a natureza e o desejo de transmitir todo o aprendizado para gera&amp;ccedil;&amp;otilde;es futuras fazem com que Ricardo seja hoje um dos maiores protetores e mantenedores de florestas nativas no Estado e grande defensor do meio ambiente.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 25 Jun 2019 20:16:46 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://premiodomluis.es.gov.br:443/ricardo-sardi</guid></item><item><title>Rosa Maria Nascimento Miranda</title><link>https://premiodomluis.es.gov.br:443/rosa-maria-nascimento-miranda</link><description>&lt;p&gt;&lt;img src="https://premiodomluis.es.gov.br/Media/premiodomluis/Premiados/2019/Dona%20Rosa%207.jpeg" alt="" width="405" height="540" style="float: none; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Capixaba nascida em Vit&amp;oacute;ria, Rosa Maria Nascimento Miranda &amp;eacute; conhecida por sua luta pelos direitos humanos, com &amp;ecirc;nfase no trabalho em prol de mulheres e&amp;nbsp;homens negros. Filha de Paulo Joaquim do Nascimento e da senhora Altair Auto do Nascimento, se tornou professora, mas desde cedo era muito curiosa sobre quest&amp;otilde;es relacionadas ao povo negro. Criada no Morro do Forte de S&amp;atilde;o Jo&amp;atilde;o e cercada por dilemas que envolviam suas ra&amp;iacute;zes africanas, como o racismo e o preconceito, desde cedo sentiu na pele o peso da hist&amp;oacute;ria de seus antepassados.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Em 1974 come&amp;ccedil;ou sua jornada e envolvimento na defesa dos direitos humanos, fazendo parte das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). Em 1984 iniciou a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o no Centro de Estudos B&amp;iacute;blicos (CEBI). Nesse mesmo per&amp;iacute;odo, Rosa participou da organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma Comiss&amp;atilde;o de Defesa dos Direitos Humanos, que atenderia &amp;agrave; comunidade local que tinha por objetivo defender a valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da vida. Esta Comiss&amp;atilde;o era formada por membros da igreja cat&amp;oacute;lica, l&amp;iacute;deres comunit&amp;aacute;rios, evang&amp;eacute;licos e pessoas que tinham compromisso com a valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da vida, atuavam recebendo diversas den&amp;uacute;ncias de viola&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos direitos humanos como a pris&amp;atilde;o de adolescentes com menos de 18 anos em cadeias para adulto, abusos policiais, explora&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalho e desapropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de terrenos, viol&amp;ecirc;ncia contra a mulher, encaminhando-as aos &amp;oacute;rg&amp;atilde;os competentes.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;No ano de 1984, o Esp&amp;iacute;rito Santo sediou o IV Encontro Nacional do Movimento de Direitos Humanos, o que impulsionou o trabalho desenvolvido da Comiss&amp;atilde;o de Defesa dos Direitos Humanos. Neste mesmo ano, foi criado em Serra, a partir de uma den&amp;uacute;ncia recebida pela Comiss&amp;atilde;o, o Centro de Defesa dos Direitos Humanos (CDDH), onde Dona Rosa &amp;eacute; parte atuante at&amp;eacute; os dias de atuais. O estopim para a sua cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi uma den&amp;uacute;ncia de tr&amp;aacute;gica morte de duas mulheres durante o trabalho numa f&amp;aacute;brica da regi&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Anualmente a Campanha da Fraternidade promove campanhas tem&amp;aacute;ticas, de cunho social e lit&amp;uacute;rgico. Em 1988 a Lei &amp;Aacute;urea completava 100 anos, e a Campanha da Fraternidade tinha como tema &amp;ldquo;Ouvi o clamor deste povo negro&amp;rdquo; e trazia &amp;agrave; tona a hist&amp;oacute;ria de luta do povo negro. Foi ent&amp;atilde;o que Rosa Maria sentiu que tinha o dever de estar mais pr&amp;oacute;xima daquilo gerava indigna&amp;ccedil;&amp;atilde;o nela desde pequena.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Sendo assim, nasce na comunidade onde reside o Grupo de Cultura Afro Kisile, em 1995.&amp;nbsp; A iniciativa enaltece a cultura afro por meio da valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da negritude, bem como o seu artesanato, alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, religi&amp;atilde;o, entre outras atividades, trabalhando, desta forma, a autoestima e resgate da cidadania dos integrantes da comunidade e proporcionando condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es e oportunidades dignas para suas vidas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Rosa Maria Nascimento Miranda teve sua luta e seu trabalho em prol da justi&amp;ccedil;a social reconhecido pela Assembleia Legislativa do Estado do Esp&amp;iacute;rito Santo, tendo recebido da entidade a Comenda de Honra ao M&amp;eacute;rito Arautos da Paz em novembro de 2018.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 25 Jun 2019 20:16:11 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://premiodomluis.es.gov.br:443/rosa-maria-nascimento-miranda</guid></item><item><title>Sérgio Lucena Mendes</title><link>https://premiodomluis.es.gov.br:443/sergio-lucena-mendes</link><description>&lt;p&gt;&lt;img src="https://premiodomluis.es.gov.br/Media/premiodomluis/Premiados/2019/S%C3%A9rgio%20Lucena_4.jpeg" alt="" width="720" height="540" style="float: none; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Capixaba de Vit&amp;oacute;ria, nascido no dia 30 de setembro de 1960, S&amp;eacute;rgio Lucena Mendes &amp;eacute; professor, bi&amp;oacute;logo e militante da causa ecol&amp;oacute;gica. Filho de Sergero Mendes e Laurene Lucena Mendes, pai de Elisa Ito Mendes, Bruno Varassin Mendes e Vin&amp;iacute;cius Varassin Mendes, possui destaque em seus trabalhos relacionados &amp;agrave; conserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Mata Atl&amp;acirc;ntica e de mam&amp;iacute;feros, primatas, biodiversidade e sa&amp;uacute;de.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Graduado em Ci&amp;ecirc;ncias Biol&amp;oacute;gicas pela Universidade Federal do Espirito Santo (Ufes), especialista em primatas, mestre em Ecologia pela Universidade de Bras&amp;iacute;lia e doutor em Ecologia pela Universidade Estadual de Campinas, S&amp;eacute;rgio dedica-se h&amp;aacute; muitos anos a pesquisas e, atualmente, coordena o projeto de ci&amp;ecirc;ncia cidad&amp;atilde; e a rede de pesquisa FAPES/VALE que trata sobre a conserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mam&amp;iacute;feros amea&amp;ccedil;ados de extin&amp;ccedil;&amp;atilde;o na Mata Atl&amp;acirc;ntica do Estado do Esp&amp;iacute;rito Santo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mendes tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; o atual diretor do Instituto Nacional da Mata Atl&amp;acirc;ntica (INMA/MCTIC), coordenador do Projeto Muriqui, que estuda e desenvolve a&amp;ccedil;&amp;otilde;es de preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o de macacos que habitam a Mata Atl&amp;acirc;ntica, e membro do Conselho Deliberativo do Instituto de Pesquisa da Mata Atl&amp;acirc;ntica (Ipema), do qual j&amp;aacute; foi presidente.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Em reconhecimento por sua pesquisa em defesa dos primatas da Mata Atl&amp;acirc;ntica durante o surto de febre amarela que atingiu milhares de macacos no Esp&amp;iacute;rito Santo e em Minas Gerais em 2017, S&amp;eacute;rgio recebeu do jornal O Globo nesse mesmo ano, o pr&amp;ecirc;mio &amp;ldquo;Faz a Diferen&amp;ccedil;a&amp;rdquo;, na categoria Sociedade/Ci&amp;ecirc;ncia e Sa&amp;uacute;de. O trabalho foi realizado em parceria com &amp;oacute;rg&amp;atilde;os de sa&amp;uacute;de p&amp;uacute;blica com o intuito de mapear as regi&amp;otilde;es onde se encontravam animais mortos pelo v&amp;iacute;rus.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Atualmente, S&amp;eacute;rgio Mendes coordena mais de cinco projetos, entre eles o &amp;ldquo;Viajantes Naturalistas no Brasil&amp;rdquo;, da Ufes; o &amp;ldquo;Demografia e conserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o do muriqui-do-norte&amp;rdquo;, da Ufes, do Instituto de Pesquisas da Mata Atl&amp;acirc;ntica (Ipema) e do Instituto Nacional da Mata Atl&amp;acirc;ntica (INMA); e o &amp;ldquo;Conserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o e manejo de mam&amp;iacute;feros amea&amp;ccedil;ados de extin&amp;ccedil;&amp;atilde;o em paisagens fragmentadas da Mata Atl&amp;acirc;ntica&amp;rdquo;, da Ufes, do INMA e com apoio da FAVES e VALE.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 25 Jun 2019 18:49:22 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://premiodomluis.es.gov.br:443/sergio-lucena-mendes</guid></item><item><title> Agesandro da Costa Pereira (in memoriam) </title><link>https://premiodomluis.es.gov.br:443/agesandro-da-costa-pereira-in-memoriam</link><description>&lt;p&gt;&lt;img src="https://premiodomluis.es.gov.br/Media/premiodomluis/Premiados/2019/Agesandro%20da%20Costa%20Pereira_2.jpeg" alt="" width="815" height="540" style="float: none; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Nascido no munic&amp;iacute;pio de Ara&amp;ccedil;ua&amp;iacute;, no interior do estado de Minas Gerais, em 22 de dezembro de 1929, Agesandro da Costa Pereira teve uma brilhante hist&amp;oacute;ria dedicada &amp;agrave; defesa dos Direitos Humanos e interesses da sociedade e na luta contra o crime organizado. Casado com Maria das Gra&amp;ccedil;as de Carvalho Pereira por 58 anos, o professor e advogado marcou a hist&amp;oacute;ria da advocacia brasileira devido ao trabalho realizado durante nove gest&amp;otilde;es como presidente da Ordem dos Advogados do Brasil &amp;ndash; Se&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Esp&amp;iacute;rito Santo (OAB-ES).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mesmo depois de formado em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais em 1953, foi professor de latim durante dois anos em uma escola de ensino m&amp;eacute;dio no mesmo estado, entrando para o cen&amp;aacute;rio p&amp;uacute;blico em 1964 como Juiz de Direito na Magistratura de Minas Gerais e do Esp&amp;iacute;rito Santo. Agesandro chegou a terras capixabas no ano de 1974 e em 1991, ap&amp;oacute;s ter ocupado outros cargos p&amp;uacute;blicos, tornou-se presidente da OAB-ES.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O advogado era figura de destaque e recebeu cerca de doze medalhas, entre elas a Rui Barbosa, considerada a mais alta condecora&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil a profissionais da advocacia, em 2008. J&amp;aacute; a medalha Gr&amp;atilde;-Cruz, da Ordem Estadual do M&amp;eacute;rito Jer&amp;ocirc;nimo Monteiro, foi concedida em 2004 pelo Governo do Estado do Esp&amp;iacute;rito Santo. Ele tamb&amp;eacute;m recebeu, em 2002, a medalha &amp;ldquo;Ant&amp;ocirc;nio Lorenzutti&amp;rdquo; de combate &amp;agrave; viol&amp;ecirc;ncia, conferida pela C&amp;acirc;mara Municipal de Vila Velha.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Al&amp;eacute;m das medalhas, Agesandro colecionava homenagens e t&amp;iacute;tulos, como a que recebeu em 2003 do Conselho Federal da OAB pela a&amp;ccedil;&amp;atilde;o em defesa dos Direitos Humanos, da Cidadania e da Democracia. No mesmo ano, ele tamb&amp;eacute;m foi homenageado pela Pol&amp;iacute;cia Federal &amp;ndash; INTERPOL, em Bras&amp;iacute;lia. No ano seguinte, recebeu uma men&amp;ccedil;&amp;atilde;o especial outorgada pelo Minist&amp;eacute;rio P&amp;uacute;blico do Estado do Esp&amp;iacute;rito Santo, em reconhecimento pela defesa e promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos Direitos Humanos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O advogado atuou em diversos cargos p&amp;uacute;blicos no Esp&amp;iacute;rito Santo, tendo sido Procurador Geral do Munic&amp;iacute;pio de Vit&amp;oacute;ria de 1979 a 1981; Procurador do Estado do Esp&amp;iacute;rito Santo de 1982 a 1991; e Procurador Chefe da Procuradoria Judicial do Esp&amp;iacute;rito Santo de 1982 a1984.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Sempre envolvido com as causas humanit&amp;aacute;rias e de enfrentamento &amp;agrave; viol&amp;ecirc;ncia e corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Agesandro, como relator do Regimento Interno da Comiss&amp;atilde;o de Direitos Humanos da OAB-ES, na d&amp;eacute;cada de 80, atuou e interferiu em diversas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es que envolviam a viola&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos direitos fundamentais. Entre os relatos est&amp;atilde;o den&amp;uacute;ncias de viol&amp;ecirc;ncias praticadas por seitas religiosas, torturas em delegacias e pres&amp;iacute;dios e tamb&amp;eacute;m espancamento de menores.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Visando dar aos presos a garantia de seus direitos e tratamento compat&amp;iacute;vel com a dignidade humana, em 1997 Agesandro realizou visitas em todas as unidades prisionais do Estado para elaborar um diagn&amp;oacute;stico da situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o carcer&amp;aacute;ria e apontar poss&amp;iacute;veis solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es para os problemas. Por meio de um grande mutir&amp;atilde;o judici&amp;aacute;rio, conseguiu que fossem revistos os procedimentos jur&amp;iacute;dicos dos detentos j&amp;aacute; julgados e aguardando julgamento, em unidades como a Casa de Deten&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o Instituto de Readapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o Social, o que beneficiou dezenas de internos. Em muitos casos de rebeli&amp;otilde;es, o presidente da OAB foi acionado para contribuir nas negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es e pacificar os acordos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Um dos maiores destaques de sua carreira foi a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do F&amp;oacute;rum Permanente contra a Viol&amp;ecirc;ncia e a Impunidade, mais conhecido como F&amp;oacute;rum Reage Esp&amp;iacute;rito Santo, no final de outubro de 1999. Suas a&amp;ccedil;&amp;otilde;es no combate ao crime organizado envolveram a elabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o e distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cartilhas, realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de semin&amp;aacute;rios e caminhadas, entre outras, o que colaborou para que surgissem amea&amp;ccedil;as &amp;agrave; sua integridade f&amp;iacute;sica e de seus familiares. Mas ele n&amp;atilde;o se intimidou. Em 1999, inclusive, a sede da OAB-ES sediou a audi&amp;ecirc;ncia p&amp;uacute;blica realizada pela Comiss&amp;atilde;o Nacional de Direitos Humanos da C&amp;acirc;mara dos Deputados.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Em 2018, Agesandro da Costa Pereira foi internado com complica&amp;ccedil;&amp;otilde;es decorrentes de uma pneumonia. Ele faleceu&amp;nbsp;aos 88 anos, na madrugada do dia 28 de maio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 25 Jun 2019 18:42:59 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://premiodomluis.es.gov.br:443/agesandro-da-costa-pereira-in-memoriam</guid></item></channel></rss>